segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conflitos e emoções: quais os impactos para sua vida profissional?


Olá Amigos,
Saúde e paz!
O texto que trago hoje retrata o conflito nas organizações e a melhor forma de lidar com ele. A autora usa uma linguagem clara e envolvente no desenvolvimento do tema, o que facilita o entendimento.
Todas as relações humanas estão sujeitas aos conflitos. Eles são motivados pelas diferenças que existem entre as pessoas. É interessante notar que se soubermos administrar as diferenças, podemos  colher grandes ensinamentos.
Desejo-lhes muito crescimento, aprendizado, descobertas e sucesso!
Atenciosamente,

Cláudia Conegundes  

Por Maria Inês Felippe


A sociedade em que vivemos é tensa, empresas nem se fala, são cenários de conflitos individuais, coletivos e as consequências são visíveis. Eles surgem em todos os níveis, por diversas razões e em função do ajustamento entre o que queremos versus o que é permitido e com o que fazemos. Devemos considerar os modelos mentais como a base dos nossos pensamentos e comportamentos. O que acreditamos que é o certo, o que nos ensinaram na vida familiar, social, nem sempre corresponde com a realidade em que vivemos. Ao mesmo tempo, surgem também os conflitos do próprio negócio, com clientes, concorrentes, mercado etc. O que mais percebemos fortemente nas empresas são os conflitos de interesses, os pessoais sobrepondo-se ao da empresa, da coletividade, como também aqueles que surgem frente ao sucesso, inveja e o jogo de vaidade. A administração de conflitos é acima de tudo lidar favoravelmente neste cenário, situações adversas e com a diversidade. Ela gera conflitos, porém é ela que quando provocada corretamente, busca a solução.

Considero os conflitos como maiores motivadores e quando ignoramos deixamos de aprender com eles. Escondemos debaixo do tapete e não enxergamos a possibilidade de criar, inovar, progredir e gerar o bem estar.

Ele é positivo quando discutimos a respeito, seus sentimentos provocados, forma de pensar, desejos, realizações e frente a ele surgem idéias, soluções inovadoras, descobertas.

Quando a liderança favorece o livre pensar, apresentar soluções, respeita a individualidade e atua coletivamente tudo fica mais fácil.

Passa a ser nocivo, quando é encobertado, ignorado, favorecendo mais as frustrações do que realizações. Como resultados podem observar vários problemas, exemplo: doenças psicossomáticas, estresse, perdas para os negócios e sociedade.

Independente do cargo ou da relação como chefe, subordinados, pares, clientes internos ou externos a questão está centrada em três aspectos: saber ouvir, como lidar com a diversidade e a inovação como ferramenta de solução. Para isso é importante:

Ouvir incondicionalmente - Vejo o diálogo como ponto de partida, agora, escutar é diferente de ouvir. Muitas vezes escutamos pensando na resposta isso não é ouvir incondicional. É ler os sentimentos, reconhecê-los, entendê-los e não escutar somente o que desejamos. O coeficiente da Adversidade ( QA)é fundamental, nos ajuda a buscar respostas para várias perguntas e a lidar com o inesperado. É ele que nos convida a pensar: Se pudesse melhorar um pouco essa situação o que faria?

A diversidade - Cada um tem a sua forma de sentir, pensar, agir e em alguns casos poderá ser divergente. Cada pessoa vê as coisas com os olhos que tem, diz o ditado popular, ou seja, sentimos, pensamos e agimos de acordo com o nosso modelo mental, que é único, particular. Além desta questão cada ser humano tem a sua inteligência predominante, alguns possuem inteligência lógica, outro linguística, interpessoal, intrapessoal, ou seja, o funcionamento cerebral também é particular, permitindo com que as pessoas percebam o mesmo estímulo de forma diferente. Lidar com a essa diversidade é reconhecer estas diferenças aproveitá-las da melhor forma possível.

A inovação - Tenho percebido os resultados efetivos nos meus clientes diante da prática e do uso da criatividade e da inovação na solução de conflitos. Elas favorecem juntar situações, idéias opostas. O principio da dialética da criatividade é pensar com a cabeça na lua, mas com os pés no chão, buscar a interatividade é solucionar problemas. O pensamento criativo permite dar respostas diferentes a antigos e novos problemas com pares, superiores, clientes e negociadores. Pense nisso e até breve!


Maria Inês Felippe - Consultora e Palestrante, especialista em Criatividade, Inovação e Gestão de RH. E autora dos livros: Conflitos e Emoções - Encare e busque o bem estar! E do 4 C's para Competir com Criatividade e Inovação ambos pela Editora Qualitymark.


http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/conflitos-e-emocoes-quais-os-impactos-para-sua-vida-profissional/53358/

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