terça-feira, 30 de abril de 2013

Agir ou Reagir


Olá Amigos,
Saúde e paz!
No artigo de hoje o autor propõe que façamos um exercício para que saibamos identificar nosso perfil em relação ao mundo externo. Achei bastante interessante. Claro que não se trata de um exame diagnóstico nem se dispõe a retratar a verdade absoluta. No entanto, pode nos ajudar a refletir sobre nossas atitudes e sugerir aspectos a serem trabalhados. 
Além disso, uma simples análise do título do texto traz muitos questionamentos. Qual a melhor postura a ser adotada diante das situações? Sermos sujeitos-agentes, que decidem e fazem acontecer? Ou sujeitos-pacientes que apenas reagem e se "deixam levar"? 
Pensemos nisso!
Desejo-lhes muitas escolhas felizes e contínuo sucesso! 
Atenciosamente,

Cláudia Conegundes




“Pouco conhecimento faz com que as criaturas se tornem orgulhosas. Muito conhecimento, que se tornem humildes.” (Leonardo da Vinci)

Uma das características inerentes ao profissional empreendedor é a busca incansável pelo autoconhecimento. Quanto mais você se conhece, mais pode potencializar suas forças e amenizar suas fraquezas.

Minha proposta hoje é compartilhar com você um breve exercício. Trata-se do que chamamos locus de controle, ou centro de controle. Apresentarei apenas dez questões e sua missão será efetuar a leitura dos textos respondendo de forma absolutamente franca com qual das assertivas, A ou B, você concorda mais. Os resultados serão comentados na sequência e, tenha certeza, revelarão um aspecto fundamental de seu perfil atitudinal: como você se comporta perante o mundo externo.


A B                                                                            A ou B?
01 
Fazer muito dinheiro está ligado a escolher os caminhos certos.
       
As promoções são obtidas com muito trabalho duro e persistência. 

02 
Percebi que existe uma conexão direta entre quanto me esforço e o resultado que tenho.  

Muitas vezes, as reações dos clientes  parecem confusas. 

03 
O número de divórcios indica que mais pessoas não estão se empenhando em fazer seus casamentos funcionarem. 

Casamento é em grande parte um negócio de risco. 

04 
É tolice pensar que alguém pode mudar de fato as atitudes básicas de outra pessoa. 

Quando estou certo, posso convencer outros. 

05
Ser promovido é realmente uma questão de ter mais sorte do que a outra pessoa.

Em nossa sociedade, o futuro ganho de poder de uma pessoa depende de sua habilidade. 

06 
Se alguém sabe como lidar com pessoas, é fácil liderá-las. 

Exerço pouca influência na maneira como outras pessoas se comportam. 

07 
Os objetivos que conquisto são resultados de meus próprios esforços; sorte não tem nada com isso. 

Às vezes, acho que tenho pouco a fazer com a situação apresentada. 

08 
Pessoas como eu podem mudar o curso do mundo dos negócios se nos fizermos ouvir. 

É apenas um pensamento esperançoso acreditar que alguém pode influenciar prontamente o que acontece no mercado. 

09 
Grande parcela do que me acontece é provavelmente uma questão de acaso. 

Sou senhor do meu destino. 

10 
Dar-se bem com pessoas é uma habilidade que deve ser exercitada. 

É quase impossível descobrir como agradar a certas pessoas. 

Para que possamos proceder à análise dos resultados, confronte suas respostas com a tabela abaixo, anotando “0” ou “1” de acordo com a opção feita. Evidentemente, o somatório dos pontos deverá ser um número entre 0 e 10.

Questão Alternativa A Alternativa B   Questão Alternativa A Alternativa B

01                0                    1                    06              1                   0

02                1                    0                    07              1                   0

03                1                    0                    08              1                   0

04                0                    1                    09              0                   1

05                0                    1                    10              1                   0


De posse de sua pontuação final, veja no quadro a seguir como pode ser classificado seu centro de controle, se interno ou externo.

Pontuação    Classificação       Locus de Controle

8 – 10           Interno alto               Pessoas internas
                                                         (alta resiliência)

6 – 7             Interno moderado

5                   Intermediário

3 – 4             Externo moderado    Pessoas externas
                                                          (baixa resiliência)

0 – 2             Externo alto

Interpretando o resultado

Esta atividade foi desenvolvida por companheiros da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento Empreendedor. Tenho utilizado, eventualmente, este exercício em sala de aula e os resultados são sempre interessantes.

Pessoas com centro de controle externo, ou seja, aquelas com pontuação entre 0 e 4 pontos, são pessoas muito influenciadas pelo mundo exterior. Para elas, o destino depende do que acontece à sua volta.

Os negócios não andam bem porque as taxas de juros estão muito elevadas, a Economia está recessiva, as reformas ainda não foram votadas no Congresso e os conflitos no Oriente Médio estão tomando proporções preocupantes, colocando em risco a estabilidade política e econômica do mundo globalizado.

A empresa não anda bem porque a alta direção não toma as decisões acertadas, os concorrentes apresentam produtos e preços melhores, o mercado não está comprador, os colegas não trabalham em sinergia e os departamentos não se comunicam de maneira efetiva.

O profissional não se recoloca no mercado de trabalho porque o desemprego é crescente e não há oferta de vagas, suas qualificações não são reconhecidas pelos selecionadores, os cursos de atualização são muito dispendiosos, os currículos enviados não são lidos, e somente através da indicação de terceiros é possível obter uma oportunidade para demonstrar talento e capacidade.

No polo oposto, estão as pessoas com centro de controle interno. Quem atingiu de 6 a 10 pontos enquadra-se neste grupo. São pessoas que realmente enxergam-se como donas de seu próprio futuro. Os fracassos são sua responsabilidade, decorrentes de ações inadequadas que invariavelmente levaram ao aprendizado. O sucesso, por sua vez, é fruto de trabalho, ousadia, criatividade, perseverança, enfim, todo um conjunto de atitudes vencedoras.

A Economia brasileira apresenta-se instável, mas isso não tem importância. Se os juros aumentarem ou a carga tributária for elevada, paciência, pois vamos nos adequar. Se novos ataques terroristas assombrarem o mundo ou uma nova chaga ameaçar a saúde das pessoas no planeta, resignação, pois vamos nos adaptar. Afinal, são ações que atingirão a todos indistintamente e sua intensidade dependerá da forma como reagirmos a elas.

A empresa está passando por um momento difícil, então que viremos o jogo. Vamos observar as melhores práticas da concorrência e colocá-las em ação. Ouvir mais os consumidores, diferenciar nossos produtos, agregar valor por meio de benefícios reais e percebidos. Melhorar um pouco mais a cada dia. Imaginar e reinventar.

O profissional que busca recolocação procura delinear seus aspectos positivos. Relaciona o perfil de empresa e do cargo que almeja ocupar, associa-se a parceiros profissionais e faz uso de sua rede de contatos para garimpar oportunidades. Cuida de seu marketing pessoal e, especialmente, adota uma postura proativa, ciente de que sua adversidade é passageira e que o futuro será reflexo de suas escolhas e atitudes e não de devaneios ou julgamentos de terceiros.

Lembre-se de que o resultado deste breve exercício é situacional, ou seja, ele espelha o momento presente de quem o responde. Esta é a boa notícia: se você está com baixa resiliência hoje, pode trabalhar seu comportamento para alterar este quadro. Em outras palavras, tudo depende de sua atitude.



http://administradores.com.br/artigos/carreira/agir-ou-reagir/70346/

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