terça-feira, 9 de abril de 2013

Você Sabe o que Está Escolhendo?


Olá Amigos,
Saúde e paz!
O texto de hoje traz muitas ideias interessantes sobre como tomar decisões conscientes e acertadas.
Ao lê-lo, lembrei-me de uma frase do Prof. Dumbledore no filme Harry Potter e A Câmara Secreta: "O que nos diferencia não são nossas habilidades, são nossas escolhas". Acredito nisso. Todos temos capacidades infinitas, muitas das quais nem sabemos. Precisamos descobri-las, colocá-las em prática e aprender a decidir sabiamente.
Desejo-lhes muitas escolhas felizes e contínuo sucesso!
Atenciosamente,

Cláudia Conegundes

*Por Ariane Abdallah


Autoconfiança excessiva, ideias pré-concebidas e emoções momentâneas são alguns dos fatores responsáveis por decisões erradas, segundo o recém-lançado livro Decisive: how to make better choices in life and work (Decisivo: como fazer melhores escolhas na vida e no trabalho), dos irmãos Chip (professor de Comportamento Organizacional na Universidade de Stanford) e Dan Heath (um dos mais experientes pesquisadores da Universidade de Duke). Juntos, já escreveram os best-sellers Made to stick: why some ideias survive and others die eSwitch: how to change things when change is hard.

Decisive... reúne conclusões de pesquisas realizadas ao longo de 40 anos, na área de psicologia, para defender que grande parte das escolhas é feita sem uma cuidadosa e ampla avaliação prévia. “Um estudo sobre fusões e aquisições corporativas mostrou que 83% delas falham em criar algum valor para os acionistas. Outra pesquisa pediu a 2.207 executivos avaliarem decisões em suas organizações, e 60% deles relataram que as decisões ruins são tão frequentes quanto as boas”, afirmam no texto.

Para mudar essa realidade e tomar decisões mais conscientes e consistentes, os autores apresentam os quatro “vilões”: os principais obstáculos a uma decisão bem-sucedida. Em seguida, sugerem algumas iniciativas que podem interromper a influência deles.

1. Visão estreita

Se você está com problemas com seu sócio, por exemplo, a tendência é pensar: “Será que devo romper a parceria com ele ou não?”. Esse pensamento parte do princípio de que há uma resposta correta, e o impede de ver a situação de forma ampla.

Como mudar esse comportamento:

- Toda vez que pensar “faço isso ou não”, desconfie de si mesmo. Amplie suas perguntas para outras como: “Quais são os caminhos para minha relação com meu sócio ficar melhor?”; “Há um jeito melhor de fazer isso?”; “O que mais nós podemos fazer?”.

- Imagine que não poderá fazer nenhuma das opções que pensou até aquele momento. Então, o que mais poderia fazer?

- Peça para quem já passou por situações parecidas lhe contar como resolveu.

2. Tendência da confirmação

Segundo diversas pesquisas, quando fazemos uma pergunta já sabemos a resposta que queremos encontrar: aquela que confirme nossa hipótese. Mesmo sem perceber, a tendência é filtrar as informações disponíveis, usando-as para alimentar a sensação de que estamos fazendo a opção certa. Para isso, deixamos de lado fatos e dados que poderiam mostrar que a escolha está condenada ao fracasso.

Como mudar esse comportamento:

Considere a decisão oposta à que está inclinado a tomar. Busque um argumento contrário consistente, a crítica ao seu modelo.

- Crie um fórum onde as críticas possam surgir de forma protegida e segura, sem expor as pessoas.

- Cerque-se da visão de dentro (de quem já passou pelo problema e pode dizer como as coisas geralmente se desenrolam em situações parecidas) e a visão de fora (de quem está só observando, com distanciamento).

- Faça pequenos experimentos para testar suas hipóteses Em vez de mergulhar de cabeça, coloque apenas um dedo do pé primeiro para ver como se sai.

3. Emoções momentâneas

Quando temos que tomar uma decisão importante, é natural repetirmos mentalmente os mesmos argumentos diversas vezes. Mudamos de ideia a cada momento. Mas se a decisão fosse representada em uma planilha, nenhum número mudaria – porque não há nenhuma informação sendo adicionada. E aqui está o perigo. O que precisamos é de mais perspectiva e menos impulso para ter uma visão realista do cenário.

Como mudar esse comportamento:

- Talvez a mais poderosa pergunta para resolver nossas decisões pessoais seja: “O que eu diria para o meu melhor amigo fazer nessa situação?”.

- Identifique suas prioridades pessoais, aquilo que você realmente não está disposto a abrir mão. Honre essas prioridades. Isso já faz com que tire da frente outras opções menos prioritárias.

4. Excesso de confiança

As pessoas pensam que sabem mais do que sabem sobre como o futuro vai se desdobrar. O problema é que, sem se dar conta de que estão ignorando parte do panorama, simplesmente não conseguem jogar luz em outros aspectos e tendem a acreditar que o que vêem é tudo.

Como mudar esse comportamento:

- Prepare-se para estar errado. Imagine que se passou um ano de sua decisão, e ela falhou. Pergunte-se: “Por quê?”.

- Agora imagine o contrário. Um ano se passou e deu certo. “Estou preparado para o sucesso?”

- Antecipe o máximo possível de problemas. Isso nos ajuda a lidar com eles no momento em que são reais, sem que a surpresa atrapalhe.



*Jornalista. Repórter da Revista Época NEGÓCIOS

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