sábado, 20 de julho de 2013

O que a Língua Portuguesa tem a ver com o Marketing Pessoal nas Empresas?

Olá Amigos,
Saúde e paz!
Considero o artigo de hoje muito interessante. Sob a justificativa de ganho de tempo, são criados códigos e neologismos, palavras são abreviadas suprimindo-se as vogais, e a forma correta de escrever, bem como a expressão oral ficam prejudicadas.
Essa realidade é frequente nas redes sociais, e-mails, redações, entre outros. A consequência disso é uma comunicação de má qualidade, uma vez que o emissor pode não se fazer plenamente entendido e o receptor talvez não capte a mensagem em sua totalidade.
Acredito que o estudo e uso adequado da língua são de vital importância para uma boa comunicação.
Desejo-lhes muito aprendizado, contínuo sucesso e ótimo fim de semana!
Atenciosamente,

Cláudia Conegundes


Jorge Pita






A habilidade de atrair e manter relacionamentos, aliada ao magnetismo pessoal, capaz de envolver, motivar e liderar pessoas é o sonho de todo profissional no mercado de trabalho. O conjunto dessas qualidades, alinhadas às diretrizes de uma empresa, tem nome: marketing pessoal. Como atingi-lo?

Pode parecer irônico notar que, num universo de alta tecnologia, o sucesso de um empreendimento esteja centrado nas pessoas. Mas está! É apenas pela comunicação entre elas que uma organização recebe, oferece, canaliza informações, relaciona-se com clientes. E, como toda empresa busca a qualidade total - analisando sempre a realidade pela lógica do lucro -, a precisão comunicativa passa a ser um valor precioso.

Torna-se óbvio, portanto, que deslizes ortográficos, erros grosseiros, cartas e e-mails mal redigidos e até o uso de chavões são inadmissíveis numa organização, que não pode correr o risco de ter sua imagem deslustrada devido a essa deficiência comunicativa.

É um alerta aos profissionais que têm pressa em construir sua marca pessoal, mas negligenciam uma ferramenta fundamental: a língua portuguesa nos seus aspectos oral e escrito. Saber falar e escrever com correção e objetividade passou a ser fator essencial nas relações de trabalho.

Quer visibilidade dentro da empresa? Faça o diferente: aperfeiçoe o domínio da língua portuguesa! Curioso observar que esse domínio está investido do sentido de superioridade. E garante tanto a atenção da chefia quanto a dos colegas. Da chefia, sim, porque um colaborador com habilidades comunicativas torna-se valioso, já que é um multiplicador eficaz da filosofia, dos valores e estratégias da organização. Dos colegas também, que, mesmo com uma ponta de inveja, vão respeitá-lo e consultá-lo nas dúvidas gramaticais de cada dia. 

Diante de um diretor ou presidente, numa reunião de trabalho, na redação de um e-mail, carta ou relatório, a linguagem empregada passa a fazer a diferença. Um profissional preparado é capaz de discutir "market share" e "approach" com um público técnico, mas, diante de uma plateia heterogênea, ele terá o bom senso de discutir "fatia de mercado" e "abordagem pessoal". Conhecer as palavras e expressões em evidência no mundo corporativo é uma questão de adequação.

O mercado não resiste a um bom comunicador que, além de compartilhar informações, tem recursos para externar uma ideia, interpretar o que o interlocutor diz, ilustrar uma reflexão, fazer enxergar aquilo que os outros não conseguem ver.

Mesmo em meio a tanta tecnologia, é a comunicação - oral ou escrita - que vai possibilitar aquela espécie de sinergia e magnetismo pessoal, estratégias eficazes para atrair e manter relacionamentos. Enfim, conectar pessoas.




Jorge Pita é professor de Língua Portuguesa Aplicada aos Negócios do Instituto de Pós-Graduação (IPOG). 






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