quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Incertezas do futuro exigem reinvenção permanente

Olá Amigos,
Saúde e paz!
No texto de hoje o autor expõe, como num cenário de mudanças permanentes, é necessário fazer escolhas coerentes, que podem nos levar a alcançar os resultados que almejamos. É importante ter em mente onde queremos chegar, para escolhermos acertadamente.
A adaptação a um mundo de "incertezas" cabe a cada um de nós, buscando compreender a importância de definirmos metas alcançáveis e trabalharmos para transformá-las em realidade.
Essa é minha escolha consciente: http://www.suaoportunidade.com.br/908922/hotsite/
Desejo-lhes muitas escolhas felizes, contínuo sucesso e um ótimo fim de semana!
Atenciosamente,

Cláudia Conegundes





Houve um tempo – que já vai bem distante – em que as pessoas conseguiam planejar suas vidas e carreiras com relativa antecedência e segurança. Ou seja, partiam do pressuposto de que poucas mudanças poderiam alterar os mesmos. Era uma época em que haviam muitas “certezas”.

Mas, da metade do século passado em diante, a única certeza que começou a ser difundida, embora nem sempre devidamente assimilada, é de que não temos mais certezas, mas apenas a certeza da incerteza.

Ou seja, passamos a viver num mundo de maiores mudanças, transitoriedades, inseguranças, dúvidas e interrogações.

Fazer opções de vida, educar filhos, escolher uma profissão, buscar uma carreira de longa duração, optar por uma empresa que nos assegure uma permanência até a aposentadoria, entre tantas outras questões essenciais da vida, já não permitem um planejamento tão seguro e de longo prazo.

Afinal, tudo isto deixou de ser duradouro ou permanente. E o início de um novo ciclo de vida – passagem de ano/ aniversário / perdas afetivas / filhos que saem de casa / novas relações, entre outros eventos -, são excelentes oportunidades para parar, pensar, planejar e agir.

E, de uma forma mais intensa ainda, vale destacar uma das alterações ocorrida nos últimos anos, e que acentuou a importância de estar preparado para um processo de reinvenção como algo permanente. Ou seja, para toda a existência.

Me refiro aqui ao significativo aumento da longevidade do ser humano.

Resultado este obtido através de inúmeras melhorias nas condições e cuidados na qualidade de vida das pessoas, avanços no campo da medicina e maior acesso às informações de uma forma geral.

Entre os desafios para uma vida mais longa, com qualidade, podemos destacar as condutas preventivas na relação do indivíduo com seu corpo, sua mente, além das questões materiais e financeiras.

Para a maioria das pessoas a aposentadoria não significa mais o final de uma vida ativa, tanto do ponto de vista profissional como no plano pessoal.

Preservar a auto-estima e encontrar sentido para uma vida duradoura está exigindo que as pessoas descubram formas de se reinventar permanentemente.

E este não é um assunto para as vésperas da aposentadoria ou envelhecimento. Deve, a cada dia mais, fazer parte das preocupações do jovem ao planejar suas opções de vida e carreira.

O tema deve ser tratado pelas famílias desde muito cedo na formação dos seus filhos, bem como ser incluído nos conteúdos ensinados pelas instituições de educação formal.

Por outro lado também as questões relativas as formas como as pessoas se relacionam com o dinheiro ganha maior importância.

Como dado de curiosidade pude constatar em recente viagem pelo mundo – especialmente nos países do Oriente Médio e da Ásia – onde não existe nenhum sistema previdenciário ou de aposentadoria, oficial, que a responsabilidade por criar reservas financeiras para a velhice é do próprio indivíduo. Caso isto não tenha ocorrido é a família que assume esta responsabilidade.

Em nossa realidade muitas pessoas ainda imaginam que o sistema previdenciário vai cuidar dele no futuro. O que leva muitas pessoas a se descuidarem de criar reservas e patrimônio para esta etapa futura.

É da maior importância que famílias, empresas, instituições financeiras, empresas e o Estado conscientizem as pessoas, desde muito cedo, a terem um comportamento preventivo que possa assegurar o seu futuro com alguma tranquilidade financeira. É evidente que este tema deve vir acompanhado também do preparo das questões comportamentais que cada um deve ter em conta para um envelhecimento que preserve sua auto-estima.

Mas, acima de tudo, compete a cada indivíduo tomar as primeiras iniciativas e ações. 





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